O JOGO
O técnico italiano Carlo Ancelotti, do PSG, surpreendeu a todos com um meio de campo leve para enfrentar o Barcelona. Beckham foi escalado para jogar de segundo volante e, na teoria, apenas Matuidi faria a contenção à frente da zaga.
No entanto, o que se viu na prática foi um time francês solidário. Armado no 4-4-2, os mandantes contaram com um solidário Lucas, que voltava para marcar a todo o momento e puxava o contra-ataque em velocidade.
O meia-atacante foi um dos quatro brasileiros titulares do PSG. Thiago Silva, Alex e Maxwell completaram a lista.
Com o técnico Tito Vilanova de volta ao comando da equipe após um tratamento nos EUA, o Barcelona veio no seu tradicional 4-4-3. Como Pedro estava suspenso, Sánchez ganhou a vaga no time titular.
Depois do apito inicial do árbitro alemão Wolfgang Stark, o PSG começou melhor o duelo. Logo aos 5min, Lavezzi recebeu de Ibrahimovic, driblou Piqué e dividiu com Busquets. A bola bateu na trave de Valdés.
A válvula de escape era Lucas. O ex-são-paulino levou vantagem sobre Alba pelo setor direito na maioria das jogadas. Em uma de suas descidas, o brasileiro deixou Ibrahimovic em condições de arrematar ao gol. A conclusão saiu pela linha de fundo. O astro sueco voltou a incomodar em uma cobrança de falta defendida por Valdés.
Aos poucos, o Barça equilibrou as ações. Iniesta arriscou dois bons chutes de média distância e assustou o goleiro Sirigu.
Aos 37min, depois de uma sobra na intermediária, Daniel Alves fez um lançamento de trivela para Messi. O argentino dominou nas costas da zaga adversária e chutou cruzado para abrir o placar no parque dos Príncipes.

No fim do primeiro tempo, Messi sentiu dores na parte posterior da coxa direita e foi substituído no intervalo por Fábregas.
A ausência do astro argentino prejudicou o ritmo de jogo do Barcelona no início do segundo tempo.
Por outro lado, o PSG também não conseguiu atacar o rival espanhol. Muito por causa da apatia de Ibra.

A exemplo do primeiro tempo, Daniel Alves tinha liberdade pela direita. Ele aproveitou a frouxa marcação no lado do campo e deixou Sánchez livre na área em dois lances consecutivos. As finalizações do chileno foram falhas.
Ancelotti queimou as três alterações no time parisiense. Ménez, Gameiro e Verratti entraram para as saídas de Lavezzi, Pastore e Beckham.
A pressão dos mandantes só deu resultado aos 34min, quando Thiago Silva desviou uma bola na área do Barça, ela carimbou a trave e sobrou para Ibrahimovic. Impedido, o sueco empatou o duelo.
Com a igualdade, Vilanova fez as duas últimas substituições. Tello e Bartra entraram nas vagas de Villa e Mascherano, que saiu na maca.
Aos 43min, Sánchez invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Sirigu. A penalidade assinalada pelo juiz alemão foi convertida por Xavi.
No último lance do jogo, Matuidi chutou de esquerda, a bola desviou no caminho e Valdés falhou. O empate foi muito celebrado na capital francesa.