- 1950: Brasil 1 x 2 Uruguai – Copa do Mundo da FIFASe for justa a teoria de que todo grande campeão precisa passar por uma dura provação, um doloroso revés para se formar como tal, não há maior exemplo do que essa partida para comprová-la. A Seleção abriu o placar, levando 200 mil pessoas (ou mais?) no Maracanã ao delírio. Mas a Celeste brigaria e surpreenderia para vencer, numa sequência de fatos que eternizaria essa partida e alguns de seus principais personagens, como os uruguaios Alcides Ghiggia e Obdulio Varela, o goleiro Barbosa e – por que não? – o próprio estádio, recém-inaugurado. “Jamais vi em minha vida um povo tão triste quanto o brasileiro após aquela derrota”, é uma das frases de Ghiggia que fazem parte do léxico do futebol brasileiro desde então. Assim como: “Apenas três pessoas, com um único gesto, calaram um Maracanã com 200 mil pessoas: Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e eu”. Para ler mais sobre o jogo, clique no texto relacionado na coluna da direita, “Ensurdecidos pelo silêncio”.
- 1970: Brasil 3 x 1 Uruguai – Copa do Mundo da FIFADemorou para vir o troco, e, de qualquer forma, dificilmente qualquer jogo poderá ter um desfecho tão dramático que compense aquilo por que os brasileiros passaram em casa. Mas, 20 anos depois, brasileiros e uruguaios voltaram a se enfrentar em um Mundial. Aqui, novamente a torcida estava massivamente ao lado da Seleção. Mas a ação em campo se desenvolveria de modo contrário. A Celeste abriu o placar com Luis Cubilla aos 19 minutos, mas seu adversário não perderia a compostura. Colocaram a bola no chão, tocaram e gastaram sua técnica para marcar três gols com Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino. Nenhum desses lances, contudo, exemplificou melhor a revanche do que aquele em que Pelé deixou Ladislao Mazurkiewicz estirado no chão, na entrada da grande área, com um drible inacreditável, sem que tivesse o controle da bola. Seu chute acabou não encontrando o alvo, mas não tinha problema algum: naquele dia, não haveria silêncio algum do lado brasileiro.
- 1993: Brasil 2 x 0 Uruguai – Eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA
Também informalmente conhecido como “o jogo de Romário”. O atacante brilhava na Europa pelo Barcelona, mas estava distante da Seleção, devido a desentendimentos com a comissão técnica. Para um jogo decisivo contra o Uruguai – novamente no Maracanã, agora com mais de 100 mil pessoas –, com a vaga na Copa do Mundo de 1994 ainda por ser garantida na rodada final das eliminatórias, ele acabou chamado de volta. E foi para decidir, com uma atuação inesquecível. “Sabia que ia fazer coisas diferentes naquele jogo. Logo nos primeiros minutos, percebi que ia matar a pau”, disse o Baixinho, que anotou os dois gols da vitória, com lances que aliaram genialidade e explosão física. “Avisei que ia ser o melhor do jogo e que levaria o Brasil para a Copa.”
Também informalmente conhecido como “o jogo de Romário”. O atacante brilhava na Europa pelo Barcelona, mas estava distante da Seleção, devido a desentendimentos com a comissão técnica. Para um jogo decisivo contra o Uruguai – novamente no Maracanã, agora com mais de 100 mil pessoas –, com a vaga na Copa do Mundo de 1994 ainda por ser garantida na rodada final das eliminatórias, ele acabou chamado de volta. E foi para decidir, com uma atuação inesquecível. “Sabia que ia fazer coisas diferentes naquele jogo. Logo nos primeiros minutos, percebi que ia matar a pau”, disse o Baixinho, que anotou os dois gols da vitória, com lances que aliaram genialidade e explosão física. “Avisei que ia ser o melhor do jogo e que levaria o Brasil para a Copa.”
- 1995: Uruguai 1 (5) x (3) 1 Brasil – Copa AméricaO último grande triunfo da Celeste sobre seu rival, valendo o título do torneio continental – e, melhor, em casa, no estádio Centenário de Montevidéu. A Seleção havia eliminado a Argentina nas quartas de final, na disputa por pênaltis, e, depois, os Estados Unidos – um convidado raro. Já a Celeste passou por Bolívia e Colômbia, duas seleções que viviam grande fase. Na decisão, a terceira entre os dois vizinhos, mais uma partida bastante dura – Enzo Francescoli, por exemplo, terminou com o ombro deslocado e foi até o fim no sacrifício. O centroavante Túlio marcando primeiro para os brasileiros, mas o meio-campista Pablo Bengoechea empatou 21 minutos depois. Nos pênaltis, o próprio Túlio desperdiçaria sua cobrança, enquanto os uruguaios converteriam todos os seus cinco disparos.
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