domingo

Barcelona Da uma aula Para o mundo

Dizer que o Barcelona joga um futebol bonito, a esta altura dos acontecimentos, já é mais do que redundante. Faz, afinal, ao menos dois anos que o mundo não se cansa de destrinchar e reverenciar o jogo de técnica fora do comum e toque bola preciso e constante da equipe dirigida por Pep Guardiola.

Se a temporada quase perfeita de 2011 serviu para mais alguma confirmação é a de que, além de talentoso e vistoso, o time catalão ainda tem mais uma virtude que o tem feito parecer cada vez mais distante de seus adversários – como foi neste domingo, nos 4 a 0 sobre o Santos que valeram o título mundial. Como se não fosse o bastante jogar muito, este Barça ainda faz questão de jogar ainda mais quando a partida é decisiva. Muitas equipes podem ter dificuldade em se sentir à vontade numa final, quando muito está em jogo e a pressão e o nervosismo aumentam. Mas não os recém-coroados campeões mundiais.

“O que acontece é que nós adoramos finais, e a experiência que tivemos com tantas decisões nos últimos tempos faz com que entremos em campo tranquilos”, explica o meia Xavi em logo após a goleada em Yokohama. “Num dia como este, colocamos na cabeça que vamos simplesmente fazer o nosso jogo e que, com ele, vamos conseguir um grande resultado. E pronto: funciona. Felizmente, tem sido assim”, sorri o meia da equipe que, em 16 torneios sob o comando de Guardiola, saiu campeã de nada menos que 13.

Só mais uma final
De fato, tem sido assim: no momento que mais importa, o Barcelona trata de exercer o domínio de bola que virou sua característica com ainda mais intensidade. Foi especialmente assim na final deste domingo, claro: não é todo dia que uma decisão acaba num 4 a 0. Os azul-grenás tiveram 71% de posse de bola e chutaram 16 vezes a gol, o dobro dos santistas. Expressivo, sem dúvida. Mas não muito diferente daquilo que a equipe havia feito seis meses antes, em outra aguardada decisão – da UEFA Champions League, contra o Manchester United de Sir Alex Ferguson – que terminou num 3 a 1 em que os barcelonistas dominaram 67% da posse e também chutaram 16 vezes a gol, contra apenas três dos Red Devils.

“Quanto mais difícil o jogo, mais nosso time tem personalidade. Hoje foi uma prova clara disso: todos esperavam, com razão, um jogo igualado. Mas nós entramos, jogamos tudo o que podemos - o que não é fácil para a maioria numa decisão em um jogo só -e fomos muito superiores”, analisa Daniel AlvesEssa é uma das chaves do nosso sucesso: já estamos acostumados a competir neste nível. É quando mais gostamos de jogar.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário